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Ojos Oscuros

Mariângela de Abreu

Olhos Escuros

Escuro como o verde dos teus olhos
Olhos escuros
Sempre tão seguros

Escuro como a nuvem do seu olhar
Olhar escuro
Em cima do muro

Escuro como o ferro de tição
Escuro como a ausência e o apagão
Escuro sem um beijo, sem remédio pra ferida
Escuro, bem escuro sem você na minha vida

Negue que você alguma vez
Não fez um jogo sujo
Pra ficar bem na fita
Me diga quantas vezes você me deu
Seu lado claro
Isso é tão raro!

Escuro como o ferro de tição
Escuro como a ausência e o apagão
Escuro sem um beijo, sem remédio pra ferida
Escuro, bem escuro sem você na minha vida

Me abre todos os sentidos
Mas faz só por pirraça
Me deixa com o inimigo
Tranca a porta e acha graça

Ojos Oscuros

Oscuro como el verde de tus ojos
Ojos oscuros
Siempre tan seguros

Oscuro como la nube de tu mirada
Mirada oscura
En la cerca

Oscuro como el hierro de carbón
Oscuro como la ausencia y el apagón
Oscuro sin un beso, sin remedio para la herida
Oscuro, muy oscuro sin ti en mi vida

Niegues que alguna vez
Hiciste trampa
Para quedar bien
Dime cuántas veces me diste
Tu lado claro
¡Eso es tan raro!

Oscuro como el hierro de carbón
Oscuro como la ausencia y el apagón
Oscuro sin un beso, sin remedio para la herida
Oscuro, muy oscuro sin ti en mi vida

Abres todos mis sentidos
Pero solo por capricho
Me dejas con el enemigo
Cierras la puerta y te diviertes

Escrita por: Mariângela de Abreu