Não teve luxo na mesa, não teve fartura
Mas teve mão calejada e alma mais pura
Com o facão na tábua, sem medo, sem dó
Descascando a Mandioca pra vender no Forró
Chão de terra batida, panela no fogão
Pé descalço na cinza, mas firme no chão
Se a vida deu espinho, ela fez farinhada
E da raspa da mandioca fez a sua jornada
Ô mulher, ô guerreira
Do nada tu fazeis primavera
Só na raspa da mandioca e ela vai vivendo
Só na força da mão e ela vai vencendo
Só na raspa da mandioca e ela vai seguindo
Porque mulher campeira não vive pedindo
Só na raspa da mandioca e ela vai vivendo
Ê mulher, ê mulher, segue resistindo
Não precisa ouro, não precisa cetim
Quem tem fé na raspa, tem o mundo no fim
Raspa, raspa
Só na raspa da mandioca e ela vai vivendo
Escrita por: José Mariano da Silva Wonzoski, J Mariano Wonzoski, Mariano Wonzoski., Rodrigo Mariano da Silva Wonzoski, Pâmela Wonzoski Mariano, Myllena Wonzoski Mariano, Mariana Wonzoski Mariano