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Ya sabes, ya sabes, ya sabes

Marina Melo

Rebouças

Esse apartamento
Fica a quarenta anos daqui
Mas mesmo assim eu entro
Pra abraçar a caçula
Viajar sem passaporte fazendo um som
Pra conhecer a liberdade e a luta
E a nascente de toda ironia
Mas sobretudo entro pra conversar com dona ode
Delicada guerreira
Ela me dá um lanche, toca piano
E eu canto uma canção
Mas saio antes de dizer
Que ela um dia será minha avó
E que eu um dia farei
Uma canção pro apartamento que jamais conhecerei
Mas visito em devaneio pra matar a saudade
Visito em devaneio pra matar a saudade
Visito em devaneio pra matar a saudade
Visito em devaneio

Ya sabes, ya sabes, ya sabes

Este apartamento
Son 40 años de aquí
Pero todavía vengo
Para abrazar al más joven
Viajar sin pasaporte haciendo ruido
Conocer la libertad y la lucha
Y la fuente de toda ironía
Pero sobre todo voy a hablar con Oda
Guerrero delicado
Ella me da un bocadillo, toca el piano
Y canto una canción
Pero me voy antes de decir
Que algún día será mi abuela
Y que algún día lo haré
Una canción para el apartamento que nunca sabré
Pero visito en reverie para matar el anhelo
Lo visito en reverie para matar el anhelo
Lo visito en reverie para matar el anhelo
Lo visito en reverie

Escrita por: Marina Melo