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Mañana no llega

Mário Lúcio de Freitas

O Amanhã Não Vem

Essa andança
Mata a esperança de falar
O amanhã não vem
E o dono não tem a quem reclamar

Vou virando pó
Convivendo só
Restos mortais
De um feto a mais

Essa criança
Gasta a poupança de sonhar
O amanhã não vem
Mas o que é que tem, é só chorar

Caminhando só
Desfazendo o nó
Rastros leais
De um tolo a mais

Mañana no llega

Este vagar
Mata la esperanza de hablar
Mañana no llega
Y el dueño no tiene a quién reclamar

Me estoy convirtiendo en polvo
Conviviendo solo
Restos mortales
De un feto más

Este niño
Gasta la poca reserva de soñar
Mañana no llega
Pero, ¿qué importa?, solo es llorar

Caminando solo
Deshaciendo el nudo
Rastros leales
De un tonto más

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