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No Soy Ateo

Mariposa Alice

Eu Não Sou Ateu

Meu menino diz que vê e ouve demais
Meu menino na agonia encontra paz
Meu menino é filho de Exu
Meu menino me desmonta ao som do blues
Do blues

Eu te sinto circular no meu chakra sacral
Ficou claro que esse menino é do mal
Do mal

E o que a gente faz é poesia
Eu me emaranho na tua alma, cantando Disritmia
Ah, esse teu gosto embriaga
Eu tropeço meu caminho de volta da sua casa

As suas unhas e os seus dentes
Quando eles cravaram na minha pele
Te cravaram na minha mente
Calêndula, mel, rosas amarelas
Ele me enfeitiçou sem acender nenhuma vela

Pro meu menino (pro meu menino)
Cito Leminski e Drummond
Não pode ser normal
O quanto você sabe o que é bom

Ei, menino
Cola esse teu olho no meu
Acho que eu ouvi pensamentos que eram seus
Não tem como ser ateu
Você e eu, nós somos Deus

No Soy Ateo

Mi niño dice que ve y oye de más
Mi niño en la agonía encuentra paz
Mi niño es hijo de Exu
Mi niño me desarma al son del blues
Del blues

Te siento circular en mi chakra sacral
Quedó claro que este niño es del mal
Del mal

Y lo que hacemos es poesía
Me enredo en tu alma, cantando Disritmia
Ah, tu sabor me embriaga
Tropiezo en mi camino de regreso a tu casa

Tus uñas y tus dientes
Cuando se clavaron en mi piel
Te clavaron en mi mente
Caléndula, miel, rosas amarillas
Él me hechizó sin encender ninguna vela

Para mi niño (para mi niño)
Cito a Leminski y Drummond
No puede ser normal
Lo mucho que sabes lo que es bueno

Ey, niño
Acerca tu ojo al mío
Creo que escuché pensamientos que eran tuyos
No hay forma de ser ateo
Tú y yo, somos Dios

Escrita por: Mariposa Alice