Alpercata
Percata véia, me conheces muito bem
O chinelo dela eu não troco por ninguém
No pé da serra a passarada a cantar
E um candeeiro alumia o seu olhar
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
Alpercata me segura que eu não sei o passo
Percata véia, deus me dera fosse tu
Que o corpo dela eu podia admirar
Saia encarnada era bordada de azul
E o seu cabelo no salão a perfumar
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
Alpercata me segura que eu não sei o passo
Percata amiga, já estou velho e cansado
Minha morena, ainda vou te encontrar
Buscava ela na garupa do meu cavalo
E a chinela na percata ia roçar
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
A percata se assanha pelo seu passo
Alpercata me segura que eu não sei o passo.
Alpercata
Alpargata vieja, me conoces muy bien
Las sandalias de ella no las cambio por nadie
En el pie de la sierra los pájaros cantando
Y una lámpara ilumina su mirada
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
Alpargata, agárrame que no sé el paso
Alpargata vieja, ojalá fueras tú
Para poder admirar su cuerpo
La falda encarnada bordada de azul
Y su cabello perfumando el salón
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
Alpargata, agárrame que no sé el paso
Alpargata amiga, ya estoy viejo y cansado
Mi morena, aún te encontraré
La buscaba en la grupa de mi caballo
Y la sandalia de la alpargata rozaba
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
La alpargata se alborota por su paso
Alpargata, agárrame que no sé el paso.
Escrita por: Gustavo Bruno