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Cajones

Marlon Borges

Gavetas

O tempo vive falando
Que eu dê um jeito
Nas gavetas do meu coração
Diz que eu me enganando
Vou lembranças guardando
Em envelopes de desilusão

Eu sei, guardo sonhos, desamores
Guardo enredos, desfavores
Guardo adeuses que eu não dei
Arquivo beijos ensaiados
Sorrisos moucos e forçados
Horas eternas que eu esperei

O tempo vai avisando
E a gente vai se esquivando
Dos conselhos dessa boa ação
E assim mesmo, a gente insiste
Em guardar coisas tristes
Nas gavetas do coração

Cajones

El tiempo sigue diciendo
Que arregle
Los cajones de mi corazón
Dice que me engaño
Guardando recuerdos
En sobres de desilusión

Sé que guardo sueños, desamores
Guardo enredos, desfavores
Guardo adioses que no di
Archivo besos ensayados
Sonrisas tontas y forzadas
Horas eternas que esperé

El tiempo sigue advirtiendo
Y nosotros evitamos
Los consejos de esta buena acción
Y aún así, insistimos
En guardar cosas tristes
En los cajones del corazón

Escrita por: Marlon Borges, Gilvan Carneiro da Silva