Nota de Cem
Nota de cem eu não tenho não, carro do ano também não
Em ter cartões não me empenho, nem quero pix na mão
Das 8 às 6 caio dentro, prato feito de pensão
Uma merreca de proventos pra sustentar um batalhão
Mas tenho um mundo em minhas mãos
É que nos fins de semana sou eu um bacana sempre a sorrir e a cantar
Me torno um sultão com um cavaco na mão
No samba eu sou mais eu, ruim de atuirar!
Por isso lhe digo compadre, sem ter azulzinhas de cem
Sem mordomias também, sou bem de vida, podes crer
Sei que a vida é madrasta com quem faz por merecer
O que tenho me basta, sou feliz sem nada ter!
Nota de Cien
Nota de cien no tengo, carro del año tampoco
No me esfuerzo por tener tarjetas, ni quiero un pix en la mano
De 8 a 6 me la paso, almuerzo de pensión
Una miseria de sueldo para mantener un batallón
Pero tengo un mundo en mis manos
Es que los fines de semana soy un chido, siempre sonriendo y cantando
Me vuelvo un sultán con un trago en la mano
En el samba soy yo, ¡malo para actuar!
Por eso te digo, compadre, sin billetes de cien
Sin lujos también, vivo bien, puedes creer
Sé que la vida es cruel con quien se esfuerza por merecer
Lo que tengo me basta, ¡soy feliz sin tener!
Escrita por: Marlon Borges, Gilvan Carneiro da Silva