Congelado
Ah, praça, me dê a esperança
De chegar aos 27 com ao menos alianças
Óleo e água, eu sei, não se dissolvem
Junto com minha falência que nem conhaque resolve
Eu sei, rosas vão sumir
E âncoras descer
Se eu não progredir
Eu posso ver
Eu posso ouvir
Mas, falar de amor, nunca consegui
Todos vêm e vão, são rosas de verão
Só não quero me molhar nessa multidão
Ah, traça que corrói esse tecido
Enrolado em meu peito, sentimentos escondidos
Na quarta eu tô livre, talvez eu vá congelar
Tudo que existe, é triste, sente e resiste ao pensar
Que eu posso ver
Eu posso ouvir
Mas, falar de amor, preferi omitir
Pra não sofrer em vão
Vou enfrentar a solidão
E talvez não congelar esse teu coração
Congelado
Ah, plaza, dame la esperanza
De llegar a los 27 con al menos alianzas
Aceite y agua, sé que no se disuelven
Junto con mi quiebra que ni el coñac resuelve
Sé que las rosas desaparecerán
Y las anclas descenderán
Si no progreso
Puedo ver
Puedo escuchar
Pero hablar de amor, nunca logré
Todos vienen y van, son rosas de verano
Solo no quiero mojarme en esa multitud
Ah, polilla que corroe este tejido
Enrollado en mi pecho, sentimientos escondidos
El miércoles estoy libre, tal vez me congele
Todo lo que existe, es triste, siente y resiste al pensar
Que puedo ver
Puedo escuchar
Pero hablar de amor, preferí omitir
Para no sufrir en vano
Enfrentaré la soledad
Y tal vez no congelaré tu corazón
Escrita por: Guilherme Maronka Ferreira