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Sublime Pergamino - Unidos de Lucas, 68

Martinho da Vila

Sublime Pergaminho - Unidos de Lucas, 68

Quando o navio negreiro
Transportava negros africanos
Para o rincão brasileiro
Iludidos
Com quinquilharias
Os negros não sabiam
Que era apenas sedução
Pra serem armazenados

E vendidos como escravos
Na mais cruel traição
Formavam irmandades

Em grande união
Daí nasceram festejos
Que alimentavam o desejo
De libertação
Era grande o suplício
Pagavam com sacrifício
A insubordinação

E de repente
Uma lei surgiu
E os filhos dos escravos
Não seriam mais escravos
No Brasil

Mais tarde raiou a liberdade
Pra aqueles que completassem
Sessenta anos de idade
Ó sublime pergaminho
Libertação geral
A princesa chorou ao receber
A rosa de ouro papal
Uma chuva de flores cobriu o salão
E o negro jornalista
De joelhos beijou a sua mão
Uma voz na varanda do paço ecoou:
"Meu Deus, meu Deus
Estpa extinta a escravidão"

Sublime Pergamino - Unidos de Lucas, 68

Cuando el barco negrero
Transportaba negros africanos
Hacia el rincón brasileño
Ilusionados
Con baratijas
Los negros no sabían
Que era solo seducción
Para ser almacenados

Y vendidos como esclavos
En la más cruel traición
Formaban hermandades

En gran unión
De ahí nacieron festejos
Que alimentaban el deseo
De liberación
Era grande el suplicio
Pagaban con sacrificio
La insubordinación

Y de repente
Una ley surgió
Y los hijos de los esclavos
No serían más esclavos
En Brasil

Más tarde amaneció la libertad
Para aquellos que completaran
Sesenta años de edad
Oh sublime pergamino
Liberación general
La princesa lloró al recibir
La rosa de oro papal
Una lluvia de flores cubrió el salón
Y el negro periodista
De rodillas besó su mano
Una voz en la terraza del palacio resonó:
"Dios mío, Dios mío
La esclavitud ha sido abolida"

Escrita por: Carlinhos Madrugada / Nilton Russo / Zeca Melodia