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Río: Solo Vendo al Contado

Martinho da Vila

Rio: Só Vendo a Vista

O Rio é sempre um esplendor, um pôr do Sol do Arpoador
Tem macumba pra turista, vender só vendo a vista
É fogo que arde sem se ver
Ou até vendo é um tremendo fuzuê

O Rio as vezes é um grande abacaxi
De São Conrado à São João de Meriti
Uma janela sempre bela e admirada
Do Cristo redentor à enseada

O Rio as vezes é um grande abacaxi
De São Conrado à São João de Meriti
Uma janela sempre bela e admirada
Do Cristo redentor à enseada

O Rio é Bento Ribeiro, Salgueiro, Oswaldo Cruz
Maracanã lotado, Mangueira e sua luz
Foi sequestrado por um pirata francês
E depois foi dominado (depois ficou dominado)
Pelo bonde do Império Português

Mas podes crer minha amada
Quando eu nascer outra vez
De madrugada devagar, devagarinho
Vou subir ao Terreirinho lá em Vila Isabel
Então eu vou achar que tô no céu

Então eu vou achar que tô no céu
Então eu vou achar que tô no céu

O Rio é sempre um esplendor um
Um pôr do Sol do arpoador
O Rio é sempre um esplendor
O Rio é sempre um esplendor

Río: Solo Vendo al Contado

El Río siempre es un esplendor, un atardecer desde el Arpoador
Tiene macumba para turistas, vender solo viendo al contado
Es fuego que arde sin ser visto
O incluso viendo es un tremendo alboroto

El Río a veces es un gran problema
Desde São Conrado hasta São João de Meriti
Una ventana siempre hermosa y admirada
Desde el Cristo Redentor hasta la ensenada

El Río a veces es un gran problema
Desde São Conrado hasta São João de Meriti
Una ventana siempre hermosa y admirada
Desde el Cristo Redentor hasta la ensenada

El Río es Bento Ribeiro, Salgueiro, Oswaldo Cruz
El Maracanã lleno, Mangueira y su luz
Fue secuestrado por un pirata francés
Y luego fue dominado (luego quedó dominado)
Por el tranvía del Imperio Portugués

Pero puedes creerme, mi amada
Cuando nazca de nuevo
De madrugada, despacio, despacito
Subiré al Terreirinho en Vila Isabel
Entonces pensaré que estoy en el cielo

Entonces pensaré que estoy en el cielo
Entonces pensaré que estoy en el cielo

El Río siempre es un esplendor
Un atardecer desde el Arpoador
El Río siempre es un esplendor
El Río siempre es un esplendor

Escrita por: Geraldo Carneiro / Martinho Da Villa