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Zapatillas 25

Marturinhas

Alpercatas 25

Aos 25, eu retorno a Arcturus
E mesmo com trabalho duro
Pouco saiu como eu quis
Saí viva após 59 erros
E mesmo assim percebo
Que não sou tão feliz

Aos 25, me despeço do casulo
E deixo as canções do mundo
Chegarem até mim
E seguirei sem medo do espelho
Parte do que eu conheço
Não me assombra tanto assim

Eu não queria me importar enfim
Com que os outros acham de mim
A ideia que têm do que eu devo ser

Eu não devia temer tanto assim
Toda dor também chega ao fim
Que chegue ao fim o tempo
De me esconder

E aos 25, eu troco as alpercatas
Esperando ser chamada
Pra esse mundão de meu Deus
E acharei, eu sei, de algum jeito
Aquela felicidade
Que a vontade concebeu

Eu não queria me importar enfim
Com que os outros acham de mim
A ideia que têm do que eu devo ser

Eu não devia temer tanto assim
Toda dor também chega ao fim
Que chegue ao fim o tempo
De me esconder

Zapatillas 25

A los 25 vuelvo a Arcturus
Y aun con trabajo duro
Poco salió como quería
Salí vivo después de 59 errores
Y sin embargo me doy cuenta
que no soy tan feliz

A los 25 me despido del capullo
Y te dejo las canciones del mundo
ven a mi
Y seguiré sin miedo al espejo
parte de lo que sé
no me asusta mucho

No quería que me importara de todos modos
¿Cómo piensan los demás de mí?
La idea que tienen de lo que debería ser

no debería tener tanto miedo
Todo dolor también llega a su fin
Que el tiempo llegue a su fin
esconderse

Y a los 25 me cambio las alpargatas
esperando ser llamado
A este mundo de mi Dios
Y lo encontraré, lo sé, de alguna manera
esa felicidad
que la voluntad concibió

No quería que me importara de todos modos
¿Cómo piensan los demás de mí?
La idea que tienen de lo que debería ser

no debería tener tanto miedo
Todo dolor también llega a su fin
Que el tiempo llegue a su fin
esconderse

Escrita por: Marturinhas