Marchinha da Descaída
Moça, não vá dizer que não há mais verão
Pode me navegar, que eu já cansei daqui
Volta, perdoa o drama e o que sobrou de mim
Fica, já escureceu, te faço um chá
Deixa eu cantar milonga pra tu dançar
Deixa eu correr até tu me alcançar
Deixa eu viver qualquer outro tom de azul
Deixa eu sonhar em paz nessas estações
Vem cantar, que a vida não vai melhorar
Só um pouco de café
Vem dançar, que aqui não anda fácil assim
Te escrevi uma canção sem fim
Sai do mar, você não enxerga mal nenhum
Me perdi na contramão daqui e nem te vejo todo dia
Joga a flor e pede pra iemanjá
Um pouquinho mais de ar pra ti, e dormir em paz no outono
Marchinha de la Caída
Moza, no digas que ya no hay verano
Puedes navegar conmigo, ya me cansé de aquí
Vuelve, perdona el drama y lo que quedó de mí
Quédate, ya oscureció, te preparo un té
Déjame cantar una milonga para que bailes
Déjame correr hasta que me alcances
Déjame vivir en cualquier otro tono de azul
Déjame soñar en paz en estas estaciones
Ven a cantar, que la vida no va a mejorar
Solo un poco de café
Ven a bailar, que aquí no es fácil así
Te escribí una canción interminable
Sal del mar, no ves nada mal
Me perdí en el sentido contrario y no te veo todos los días
Tira la flor y pide a Yemayá
Un poco más de aire para ti, y dormir en paz en otoño
Escrita por: Cella Azevedo / Maria Vitória Vidal