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Reflejos Opacos

Mary Difatto

Reflexos Opacos

Não sei se há um porquê pra pensar
Num pensamento que não é tenaz
A vida é bela mas só que não tem nada a ver
Parar o tempo pra não o perder

Meu passo à frente de papo pro ar
Sonoras fugas em tom genial
Se eu digo: “eu faço!”, me calo, pois não sei mentir
Eu quero a chance pro meu discernir

E eu me pergunto:
"Será que essa massa é pra sempre
Se o senso é lugar –comum?
Eu me respondo que posso ser mente, ser sempre
Um dois que é bem mais que um

Às vezes penso que não sou normal
Platão de ideias mas sem ideal
Vivo num mundo que ainda está aí por vir
Mas que não passa de um dèjá vu

E se eu não posso ser sempre o que sou
O que importa saber onde estou?
Se eu me perco ou me acho, sou um grão-vizir
E o meu espelho é pra não refletir...
(Repete refrão)

Reflejos Opacos

No sé si hay una razón para pensar
En un pensamiento que no es tenaz
La vida es bella pero simplemente no tiene sentido
Detener el tiempo para no perderlo

Mi paso adelante sin rumbo
Fugas sonoras en tono genial
Si digo: '¡lo hago!', me callo, porque no sé mentir
Quiero la oportunidad para discernir

Y me pregunto:
'¿Será que esta masa es para siempre
Si el sentido es común?
Me respondo que puedo ser mente, ser siempre
Un dos que es mucho más que uno

A veces pienso que no soy normal
Platón de ideas pero sin ideal
Vivo en un mundo que aún está por venir
Pero que no es más que un déjà vu

Y si no puedo ser siempre lo que soy
¿Qué importa saber dónde estoy?
Si me pierdo o me encuentro, soy un gran visir
Y mi espejo es para no reflejar...
(Repite estribillo)

Escrita por: Mary Difatto