Homem-Aranha
Homem que carrega aranha
Por entre as pernas
Jogou teia na montanha
E saiu da serra
Dizem que escolheu inventar o novo convencional
Dizem que escolheu inventar o novo convencional
Mulher que carrega a peça
No corpo dela
Foi pra rua, fez do asfalto
Sua passarela
Dizem que escolheu inventar o novo convencional
Dizem que escolheu inventar o novo convencional
Escolhas só são escolhas quando se pode escolher
Meu corpo já nasceu predestinado a um papel mesmo antes mesmo de eu nascer
E você duvida que a minha vida corre riscos, e a sua nunca vai correr
E prefere me julgar do que aceitar que no seu lugar você também não pode escolher
Gente que não se interessa pelo que há entre as pernas
Tirou o corpo da capela, fez do corpo uma festa
Digo que doeu aquele antigo convencional
Digo que já deu aquele antigo convencional
Hombre Araña
Hombre que lleva araña
Por entre las piernas
Lanzó telaraña en la montaña
Y salió de la sierra
Dicen que eligió inventar lo nuevo convencional
Dicen que eligió inventar lo nuevo convencional
Mujer que lleva la pieza
En su cuerpo
Fue a la calle, convirtió el asfalto
En su pasarela
Dicen que eligió inventar lo nuevo convencional
Dicen que eligió inventar lo nuevo convencional
Las elecciones solo son elecciones cuando se puede elegir
Mi cuerpo ya nació predestinado a un papel incluso antes de nacer
Y dudas que mi vida corra riesgos, y la tuya nunca los correrá
Y prefieres juzgarme en lugar de aceptar que tú tampoco puedes elegir en tu lugar
Gente que no le interesa lo que hay entre las piernas
Sacó el cuerpo de la capilla, convirtió el cuerpo en una fiesta
Digo que dolió aquel antiguo convencional
Digo que ya basta de aquel antiguo convencional
Escrita por: Julian Santt / Lui Rodrigues dos Santos