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Cirugía Plástica

Mastruz Com Leite

Cirurgia Plástica

Doutor, eu agradeço a ciência
E a medicina
Por deixar minha mulher
Com corpinho de menina

Ficou bonita, vaidosa e mais faceira
Os peitos tão empinado
Feito dois mamão na feira

O seu bumbum balança sincronizado
Ficou com a cintura fina
Até parece um manequim

Só não gostei na hora do rala e rola
Botou a língua pra fora
E fez careta pra mim!

Ela não me disse nada
Não falou nada pra mim
Na hora do rala e rola
Nem se quer um gemedim

Não disse nada, ela não me cobrou nada
Era um costume dela
Me xingar do meio pro fim!

Mas seu doutor ela tá arrependida
Seu desgosto é muito grande
Sua tristeza é de dá dó!

Eu só queria a minha mulher primeira
Com os peitos na barriga
E o bumbum no mocotó

Daquele jeito sei que a gente era feliz
Me xingando e me pedindo
Quero tudo outra vez!

Ninguém tem culpa
Mas tem que ter um culpado
Veja só seu doutor a besteira que tu fez

Ela não me disse nada
Não falou nada pra mim
Na hora do rala e rola
Nem se quer um gemedim

Não disse nada, ela não me cobrou nada
Era um costume dela
Me xingar do meio pro fim!

Cirugía Plástica

Doctor, agradezco a la ciencia
Y a la medicina
Por dejar a mi mujer
Con cuerpo de niña

Se puso bonita, coqueta y más alegre
Los pechos bien levantados
Como dos papayas en la feria

Su trasero se mueve sincronizado
Quedó con la cintura fina
Hasta parece un maniquí

Solo que no me gustó en el momento del roce
Sacó la lengua y
Me hizo una mueca

Ella no me dijo nada
No me habló nada a mí
En el momento del roce
Ni un gemidito

No dijo nada, no me exigió nada
Era su costumbre
Insultarme de medio a fin

Pero doctor, ella está arrepentida
Su desdicha es muy grande
Su tristeza es de dar pena

Solo quería a mi mujer de antes
Con los pechos en la barriga
Y el trasero en el mocotó

De esa manera sé que éramos felices
Insultándonos y pidiéndome
¡Quiero todo otra vez!

Nadie tiene la culpa
Pero tiene que haber un culpable
Mire, doctor, la tontería que hiciste

Ella no me dijo nada
No me habló nada a mí
En el momento del roce
Ni un gemidito

No dijo nada, no me exigió nada
Era su costumbre
Insultarme de medio a fin!

Escrita por: Antônio Erismidio M. de Oliveira (Mildo Medeiros)