Vendedor de Caranguejo / Último Pau-de-arara / Paulo Afonso
Caranguejo Uçá
Caranguejo Uçá
Apanhei ele na lama
E trago no meu caçuá
Caranguejo Uçá
Caranguejo Uçá
Apanhei ele na lama
E trago no meu caçuá
Eu perdi a mocidade
Com os pés sujos de lama
Eu fiquei analfabeto
Mas meus filho criou fama
Pelo gosto dos meninos
Pelo gosto da mulher
Eu já ia descansar
Não sujava mais os pé
Os bichinho estão criado
Satisfiz o meu desejo
Eu podia descansar
Mas continuo vendendo caranguejo
Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara
(Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara)
A vida aqui só é ruim
Quando não chove no chão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de porção
Tomara que chova logo
Tomara, meu Deus, tomara
Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara
(Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara)
Enquanto a minha vaquinha
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho
Pendurado no pescoço
Eu vou ficando por aqui
Que Deus do céu me ajude
Quem foge à terra Natal
Em outros campo não para
Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara
(Só deixo meu Cariri
No último pau-de-arara)
Paulo Afonso
Que coisa louca
Uma cachoeira rouca
De gritar aos engenheiros do pais
E hoje escutaram o seu grito
Você tá fazendo bonito
E o povo do norte tá feliz
(O povo do norte tá feliz
O povo do norte tá feliz)
Ilumina Pernambuco
Paraiba e Alagoas
Ceará que coisa boa
E a Bahia é um clarão
Paulo Afonso
Se ligarem mais um fio
Você ilumina o Rio
São Paulo e toda a nação
Paulo Afonso
Que coisa louca
Uma cachoeira rouca
De gritar aos engenheiros do pais
E hoje escutaram o seu grito
Você tá fazendo bonito
E o povo do norte tá feliz
O povo do norte tá feliz
(O povo do norte tá feliz)
O povo do norte tá feliz
(O povo do norte tá feliz)
O povo do norte tá feliz
(O povo do norte tá feliz)
O povo do norte tá feliz
(O povo do norte tá feliz)
Vendedor de Cangrejo / Último Camión de Carga / Paulo Afonso
Cangrejo Uçá
Cangrejo Uçá
Lo agarré en el barro
Y lo traigo en mi canasta
Cangrejo Uçá
Cangrejo Uçá
Lo agarré en el barro
Y lo traigo en mi canasta
Perdí mi juventud
Con los pies llenos de barro
Me quedé analfabeto
Pero mis hijos hicieron fama
Por el gusto de los chicos
Por el gusto de la mujer
Ya me iba a descansar
No ensuciaba más los pies
Los bichitos están criados
Satisfice mi deseo
Podía descansar
Pero sigo vendiendo cangrejo
Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga
(Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga)
La vida aquí solo es mala
Cuando no llueve en el suelo
Pero si llueve hay de todo
Hay abundancia en porciones
Ojalá que llueva pronto
Ojalá, Dios mío, ojalá
Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga
(Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga)
Mientras mi vaquita
Tenga piel y hueso
Y pueda con el cencerro
Colgado en el cuello
Me quedo por aquí
Que Dios del cielo me ayude
Quien huye de su tierra natal
En otros campos no se queda
Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga
(Solo dejo mi Cariri
En el último camión de carga)
Paulo Afonso
Qué locura
Una cascada ronca
Que grita a los ingenieros del país
Y hoy escucharon tu grito
Estás haciendo bien
Y la gente del norte está feliz
(La gente del norte está feliz
La gente del norte está feliz)
Ilumina Pernambuco
Paraíba y Alagoas
Ceará qué cosa buena
Y Bahía es un clarón
Paulo Afonso
Si conectan un cable más
Iluminas Río
São Paulo y toda la nación
Paulo Afonso
Qué locura
Una cascada ronca
Que grita a los ingenieros del país
Y hoy escucharon tu grito
Estás haciendo bien
Y la gente del norte está feliz
La gente del norte está feliz
(La gente del norte está feliz)
La gente del norte está feliz
(La gente del norte está feliz)
La gente del norte está feliz
(La gente del norte está feliz)
La gente del norte está feliz
(La gente del norte está feliz)