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Ven, No Te Demores

Matilde Cid

Vem, Não Te Atrases

Quanto te apressas e me confessas, que está na hora
Eu não te digo, que é um castigo ver-te ir embora

Finjo que a dôr, que sei de cor, pouco me importa
Mas mal me deixas, sinto que fechas pra sempre a porta

Vem, não te atrases
O que fazes sem mim a esta hora?
Volta para os meus braços, eu já esperei demais
Vem não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços e nunca mais me deixares

Quando tu partes, faltam-me as artes para te prender
Mas se não estás, não sou capaz de adormecer
Acendo estrelas, pelas janelas da casa fria
Mas se não chegas, sinto-me ás cegas até ser dia

Vem, não te atrases
O que fazes sem mim a esta hora?
Volta para os meus braços, eu já esperei demais
Vem não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços e nunca mais me deixares

Ven, No Te Demores

Cuánto te apuras y me confiesas, que ya es hora
No te digo, que es un castigo verte irte

Fingo que el dolor, que sé de memoria, poco me importa
Pero apenas te vas, siento que cierras para siempre la puerta

Ven, no te demores
¿Qué haces sin mí a esta hora?
Vuelve a mis brazos, ya he esperado bastante
Ven, no te demores
Te perdono la tardanza
Si vives en mis abrazos y nunca más me dejas

Cuando te vas, me faltan las artes para retenerte
Pero si no estás, no soy capaz de dormir
Enciendo estrellas por las ventanas de la casa fría
Pero si no llegas, me siento a oscuras hasta que amanezca

Ven, no te demores
¿Qué haces sin mí a esta hora?
Vuelve a mis brazos, ya he esperado bastante
Ven, no te demores
Te perdono la tardanza
Si vives en mis abrazos y nunca más me dejas

Escrita por: Armandinho Freire / Maria Do Rosário Pedreira