Abaixo do Sol nosso suor
Na fé que amanhã será melhor
(Vai na fé, Vai na fé, Vai na fé, vai)
Há coisas que só pode enxergar
Quem escolher ir devagar
(De preferência a pé, a pé, a pé)
É mais um dia na frente do espelho
Com a alma apontada pro sossego
Seus cães farejam medo
Logo não vão me encontrar
Eu sigo subindo, passando
Descendo a neblina
Entre as idas e vindas
Das ruas aqui das três colinas
Eu vou no caminho do meio, as vez só
Com a mente a milhão sem goró
Dopado de vida vazia
Sentindo o sentido de tudo virar pó
Mas vou seguindo contra a corrente
Entre ser crente e coerente
Essa vida é uma só, eu sei que
É o cerol que traz a vida pra baixo
E é o cerol que traz a vida e faz
Voltar a ver sentido
No amanhecer
Abaixo do Sol nosso suor
Na fé que amanhã será melhor
(Vai na fé, Vai na fé, Vai na fé, vai)
Há coisas que só pode enxergar
Quem escolher ir devagar
(De preferência a pé, a pé, a pé)
Amanheceu, peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Porque eu me mudo, mas não fico mudo
Frente esse mundo
Onde o tempo é um eterno segundo
E a gente nem para, é pra pensar
Que o corpo nos ensina isso ao respirar
Mas quem é que
Para para respirar?
Acham loucura quem fala sozinho
Eu acho é louco quem não para pra se escutar
Abaixo do Sol nosso suor
Na fé que amanhã será melhor
(Vai na fé, Vai na fé, Vai na fé, vai)
Há coisas que só pode enxergar
Quem escolher ir devagar
(De preferência a pé, a pé, a pé)
Somos filhos dessa terra
E para a terra vamos voltar
Tudo que se planta brota
Tudo que se rega, dá
Então deixa chover
Deixa lavar
Deixa escorrer
Que amanhã o novo virá
Somos filhos dessa terra
E para a terra vamos voltar
Tudo que se planta brota
Tudo que se rega, dá
Então deixa chover
Deixa lavar
Deixa escorrer
Que amanhã o novo virá
(Sempre)