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Boleros Que Nunca Hice

Mau Sant'Anna

Boleros Que Eu Nunca Fiz

Meus pensamentos na escuridão
Seus doces lábios perto dos meus
Cabelos longos, olhos de breu
Rosa encarnada em sedução

Meu terno negro a entrelaçar
O seu vestido, fenda, cetim
O seu perfume provoca em mim
A sensação de eu me embriagar

E, de repente, nós dois, a sós
O mundo inteiro sumiu
Pernas no ar se trançando em nós
Desejo e desvario

A noite voa e, enfim, amanheceu
Meus pensamentos se vão
Seu cheiro ainda em mim é o que restou
Resquícios de uma paixão

Após meu tango com a dançatriz
Um palco escuro, sem luz, sem cor
Mas pra espantar o meu mal de amor
Canto boleros que eu nunca fiz

Boleros Que Nunca Hice

Mis pensamientos en la oscuridad
Tus dulces labios cerca de los míos
Cabello largo, ojos de brea
Rosa encarnada en seducción

Mi traje negro entrelazando
Tu vestido, abertura, satín
Tu perfume provoca en mí
La sensación de embriagarme

Y, de repente, los dos, a solas
El mundo entero desapareció
Piernas en el aire entrelazándose en nosotros
Deseo y locura

La noche vuela y, al fin, amaneció
Mis pensamientos se van
Tu olor aún en mí es lo que quedó
Resquicios de una pasión

Después de mi tango con la bailarina
Un escenario oscuro, sin luz, sin color
Pero para ahuyentar mi mal de amor
Canto boleros que nunca hice

Escrita por: Paulo Pereira / Mau Sant'Anna