Esquife do sonho
Tive um sonho de amor e de inocência
Cheio de luz das coisas invulgares
Do qual perdi a luminosa essência
Na cristalização dos meus pesares
Tarde reconheci minha falência
Terminados os múltiplos azares
De minha quase inútil existência
No silêncio das cinzas tumulares
E da morte, no abismo indefinido
Tombei exausto, amargurado e cego
Abismo tenebroso que eu transponho
Infeliz do meu ser irredimido
Pois triste e atordoado inda carrego
O negro esquife do meu próprio sonho
Sueño Skife
Tuve un sueño de amor e inocencia
Lleno de luz de cosas inusuales
De la cual perdí la esencia luminosa
En la cristalización de mi dolor
Tarde reconocí mi bancarrota
Los múltiples misunderunders han terminado
De mi casi inútil existencia
En el silencio de las cenizas de la tumba
Y la muerte, en el abismo indefinido
Me caí exhausto, amargo y ciego
Abismo oscuro que cruzo
Infeliz de mi ser irredimible
Porque triste y aturdido sin embargo llevo
El bote negro de mi propio sueño
Escrita por: Antônio Torres (Espírito)