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Quanta Barbaridade

Mauricio Pereira

Quanta barbaridade sob as barbas da cidade
Que dorme acordada e baba
As frias enquanto sonho (contigo)

Luzes ao longe (contigo)
Robôs enquanto bombas (contigo)
Manadas ao som de avestruzes
Mogi das Cruzes

Quanta barbaridade sob as barbas da cidade
Que dorme acordada e morde
As fronhas enquanto sonha (comigo)

Roupas ao léu (comigo)
Beijos enquanto fel (comigo)
O afeto se torna rude (mata)
Com bolas de gude

Quanta barbaridade sob as barbas da cidade
Que dorme acordada e late
Pra nós entre os nossos sonhos (bonito)

Todos pra fora (bonito)
Fujamos enquanto há tempo (bonito)
Carícia que vira espasmo (o amor)
Surtando no armário

Quanta barbaridade sob as barbas da cidade
Que dorme acordada e arde
Por sobre sob o meu sonho (vazio)

Homem ao mar (vazio)
O pó que sobe do escombro (vazio)
Desejo internado à força (urra)
Por trás das palavras

Escrita por: Maurício Pereira, Tonho Penhasco