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Bandidos de Terno

Maurício Ricardo

Bandidos de Terno

(Caso 1 - O executivo calculista)

Você já foi humano
Já foi mais emotivo
Mas nunca cresceria como executivo...
Sem sorriso forçado
Sem discurso ensaiado
E sem sacanear o colega do lado

Hoje semimorto
Mas com todo o conforto
Será que você consegue ver?
Você vendeu sua alma!

(Caso 2 - O falso homem de Deus)

Com o dom da palavra
E a fé sem tamanho
Você só desejava salvar seu rebanho

Pra "expandir a obra"
Pregava o dia inteiro
E implorava por doações em dinheiro

Hoje torra a grana
E ainda se engana
Dizendo que é presente de Deus
Você vendeu sua alma

(Refrão)
O diabo usa gravata! (3 X)
E te mata!

(Caso 3 - O político corrupto)

Em busca de justiça
Você, ainda novo,
Chegou até Brasília nos braços do povo

No início foi difícil
Você ficou chocado
Ao ver o mar de lama onde havia entrado

Hoje, quem diria
Você bola o esquema
E diz que a culpa é do sistema!
Você vendeu sua alma!

(Refrão)

Sei que a miséria te assusta
E a violência é o inferno
Mas a fonte real
De todo o mal
São os bandidos de terno

Bandidos de Terno

(Caso 1 - El ejecutivo calculador)

Ya fuiste humano
Más emotivo alguna vez
Pero nunca crecerías como ejecutivo...
Sin sonrisa forzada
Sin discurso ensayado
Y sin joder al colega de al lado

Hoy medio muerto
Pero con todo el confort
¿Será que puedes verlo?
¡Vendiste tu alma!

(Caso 2 - El falso hombre de Dios)

Con el don de la palabra
Y una fe descomunal
Solo querías salvar a tu rebaño

Para 'expandir la obra'
Pregonabas todo el día
Y pedías donaciones en dinero

Hoy derrochas el dinero
Y aún te engañas
Diciendo que es un regalo de Dios
¡Vendiste tu alma!

(Coro)
¡El diablo usa corbata! (3 X)
¡Y te mata!

(Caso 3 - El político corrupto)

En busca de justicia
Tú, aún joven,
Llegaste hasta Brasilia entre los brazos del pueblo

Al principio fue difícil
Te quedaste impactado
Al ver el mar de corrupción en el que habías caído

Hoy, quién lo diría
Armas el esquema
Y dices que la culpa es del sistema
¡Vendiste tu alma!

(Coro)

Sé que la miseria te asusta
Y la violencia es el infierno
Pero la verdadera fuente
De todo el mal
Son los bandidos de terno

Escrita por: Não Sei