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Touro Pampa

Mauro Silva

Ah Velho pampa
Aspa rachada, cabano
E ainda num berro grosso
Põem respeito, soberano

Desde novo, imponente
Por sem forte, munhecudo
E no apartar da brasina
De longe era o mais taludo

Primavera em campo fino
Retoçava ao sobre ano
E já tirava uma teima
Cortando algum mais leviano

Sempre dono do rodeio
Pra ti, tocava as mais pura
Na certeza que o terneiro
Nascia com tua figura

Cruzou invernos, geadas
Afiando guampa nas grota
E arrebentando algum laço
Deixou um cusquito cambota

Ah Velho pampa que traz
Que traz um olhar valente
Quando entona um berro grosso
Mexe tanto com a gente

Sobra arame arrebentado
Foram cancelas por diante
E hoje nas rugas do couro
Traz delgaçado o semblante

Teu entono, velho pampa
De bravura pintou um quadro
E contra o tempo resiste
Num potrerito apartado

Primavera em campo fino
Retoçava ao sobre ano
E já tirava uma teima
Cortando algum mais leviano

Sempre dono do rodeio
Pra ti, tocava as mais pura
Na certeza que o terneiro
Nascia com tua figura

Cruzou invernos, geadas
Afiando guampa nas grota
E arrebentando algum laço
Deixou um cusquito cambota

Ah Velho pampa que traz
Que traz um olhar valente
Quando entona um berro grosso
Mexe tanto com a gente

E contra o tempo resiste
Num potrerito apartado

Escrita por: José Maurício Rigon / Mauro Silva