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Concréticas

Maximo Mansur

Concréticas

Nesse chão de verniz onde eu não posso tocar os meus pés no chão
Nesse chãode verniz eu não posso pisar
Essas torres concréticas monumentais só não purificam o ar
E eu me sinto comoesse chão que lacrado não pode respirar
Essas torres concréticas monumentais só não purificam o ar
E eu me sinto comoesse chão que lacrado não pode respirar
Nessa serra concrética em que me vejo, mais parece de longe um paliteiro
Com palitos patéticos subindo e subindo expandindo o mundo inteiro
Nessa serra concrética em que me vejo, mais parece de longe um paliteiro
Com palitos patéticos subindo e subindo expandindo
Se pra evoluir tem que desmatar
Se pra expandir tem que destruir
Eu não quero ir colonizar aculturar eu não quero ir
Se pra evoluir tem que desmatar
Se pra expandir tem que destruir
Eu não quero ir colonizar aculturar eu não quero ir
Adivinho o momento em que preciso
Escavado o concreto um pouco a terra
E fincar os meus pés e o meu umbigo e fazer fotossíntese
Se pra evoluir tem que desmatar
Se pra expandir tem que destruir
Eu não quero ir colonizar aculturar eu não quero ir
Ai de mim que sou tupi ai de mim sou guarani
Ai de mim que estava aqui antes de ti
Ai de mim que sou tupi ai de mim sou guarani
Ai de mim que estava aqui antes de ti
Adivinho o momento em que preciso
Escavado o concreto um pouco a terra
E fincar os meus pés e o meu umbigo e fazer fotossíntese

Concréticas

En este suelo de barniz donde no puedo tocar mis pies en el suelo
En este suelo de barniz no puedo pisar
Estas torres de concreto monumentales simplemente no purifican el aire
Y me siento como este suelo sellado que no puede respirar
Estas torres de concreto monumentales simplemente no purifican el aire
Y me siento como este suelo sellado que no puede respirar
En esta sierra de concreto en la que me veo, más parece desde lejos un palillero
Con palitos patéticos subiendo y subiendo expandiendo el mundo entero
En esta sierra de concreto en la que me veo, más parece desde lejos un palillero
Con palitos patéticos subiendo y subiendo expandiendo
Si para evolucionar hay que deforestar
Si para expandirse hay que destruir
No quiero ir a colonizar ni a aculturar, no quiero ir
Si para evolucionar hay que deforestar
Si para expandirse hay que destruir
No quiero ir a colonizar ni a aculturar, no quiero ir
Adivino el momento en que necesito
Excavar un poco la tierra bajo el concreto
Y clavar mis pies y mi ombligo y hacer fotosíntesis
Si para evolucionar hay que deforestar
Si para expandirse hay que destruir
No quiero ir a colonizar ni a aculturar, no quiero ir
Ay de mí que soy tupí, ay de mí que soy guaraní
Ay de mí que estaba aquí antes que tú
Ay de mí que soy tupí, ay de mí que soy guaraní
Ay de mí que estaba aquí antes que tú
Adivino el momento en que necesito
Excavar un poco la tierra bajo el concreto
Y clavar mis pies y mi ombligo y hacer fotosíntesis

Escrita por: Máximo Mansur