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Estoy fuera

Mayra May

Tô Fora

Tô fora
Não consigo entrar nos eixos
Mesmo assim eu não me queixo
Eu nasci foi sem querer
Se eu ando na linha o trem me mata
Se eu saio você me ataca e me bota pra correr

Maneiro
Sou um fato corriqueiro
Eu não vivo por dinheiro
Mas, se der eu quero algum
Cabreiro, me agarrei num atoleiro
Com cara de pagodeiro, só fazendo zum zum zum

Mulambo, mulambada, mulambeiro
Eu quebrei, mas tô inteiro
Só não sei pra onde ir
Calango do calango da lacraia
Quando o jogo só tem vaia
Não consigo nem fingir

Tô vivo
Escapei de uma tocaia
Dando um rabo de arraia
Numa nega de doer
Pois é, o meu angu só tem caroço
eu sou carne de pescoço, osso duro de roer

Estoy fuera

Estoy fuera
No puedo ponerme en orden
Aun así, no me quejo
Nací sin querer
Si sigo las reglas, el tren me mata
Si me salgo, me atacas y me haces correr

Genial
Soy algo común
No vivo por dinero
Pero si puedo, quiero algo
Desconfiado, me metí en un lío
Con aspecto de músico de pagode, solo haciendo zum zum zum

Harapiento, harapienta, harapientado
Me rompí, pero estoy entero
Solo no sé a dónde ir
Lagarto del lagarto de la cienpiés
Cuando el juego solo recibe abucheos
No puedo ni fingir

Estoy vivo
Escapé de una emboscada
Dando un giro de raya
Con una chica que duele
Así es, mi guiso solo tiene grumos
Soy carne de cuello, hueso duro de roer

Escrita por: Edmundo Guedes / Mayra Itaborahy