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Carta Aberta a Um Ex-Amigo (Adeus Amigo)

Mc Gaivota

Amigo é coisa pra se guardar
Do lado esquerdo do peito
(Do lado esquerdo do peito)
(Agora não guardo mais nada)

Guardei tuas cartas
Mas não as leio mais
Teu nome agora é só um eco
Que o tempo desfez
As fotos se desgastaram
E nelas já não vejo
O que um dia chamei de amigo

Tantas vezes te chamei assim
Quantas vezes abri as portas do meu coração pra você
Te contei meus segredos
Compartilhei o que nunca falei pra ninguém
Mas você preferiu ser um estranho
E amizade que fere, às vezes, é melhor esquecer

Te procurei nos dias difíceis
Mas tua ausência foi o único som que ouvi
Fui teu abrigo, teu porto seguro
E, no final, só restou o silêncio do teu abandono

Adeus, amigo
Nem sei mais se posso te chamar assim
Que palavra amarga de se dizer
Dói mais que tudo
Mas tua amizade só me fez sofrer
Não quero voltas, nem respostas
No fim de tudo, é melhor esquecer
E encerrar esse ciclo sem você

Foi estranho perceber
Que eu ainda esperava tua resposta
Ainda esperava tua volta
Lembro que mandei a última mensagem
E só recebi o vazio
Isso foi tudo o que voltou: Nada
Então, nesse dia, decidi
Não esperar mais nada de você

Você foi a última vela acesa na minha escuridão
Mas, no fim, foi quem soprou pra apagar
Foi nesse instante que compreendi
Por que eu ainda choro por alguém
Que não se importa comigo?

Cansei de dar valor pra quem não retribui
De ser a segunda opção
Cansei de ser aquele que você procura
Quando não tem mais ninguém
Infelizmente, a dor não vem do inimigo
Vem de quem um dia chamou de amigo
Dos que juravam estar contigo
Mas, na primeira tempestade, partiram
E me deixaram sozinho

Adeus, amigo
Nem sei mais se posso te chamar assim
Que palavra amarga de se dizer
Dói mais que tudo
Mas tua amizade só me fez sofrer
Não quero voltas, nem respostas
No fim de tudo, é melhor esquecer
E encerrar esse ciclo sem você

Adeus, amigo
Que palavra amarga de se dizer
Dói mais que tudo
Mas tua amizade só me fez sofrer
Não quero vingança, nem respostas
No fim de tudo, é melhor esquecer
Só te esquecer, e seguir sem você

Se um dia nos cruzarmos na rua, não me chame
Não busque desculpas, não tente se explicar
Leva contigo o que restou dessa história
Pois eu aprendi que certas despedidas
São apenas pontos finais necessários

O tempo escreve histórias que o vento apaga
E algumas delas a gente aprende a não reler
Você foi um capítulo que hoje se encerra
E o final desse livro, eu não quero mais saber
Siga teu caminho, que eu sigo o meu
Finalizo essa amizade com o meu último adeus

Escrita por: Bruno de Oliveira Lima