Quilombo dos Palmares
Iê
O quilombo dos palmares
Foi o quilombo dos palmares
O maior da escravidão
O negro fugia da senzala
Para lá se esconder
E não dá pra entender
Porque tamanha covardia
Negro trabalhava tanto
Dia e noite, noite dia
Foi nessa grande amargura
Que os negros se reuniam
Criaram a capoeira
E com ela se defendia
Mas o tempo se passou
E a arte evoluiu
Apareceram os grandes mestres
Como seu bimba e seu pastinha
Um mestre jogava angola e o outro a regional
Você que se diz capoeira
Mas não tem história pra contar
Histórias como essa, que eu trouxe no meu cantar
Herança da raça negra que eu jurei de cultivar, camará
Iê viva meu Deus
Iê viva meu Deus, camará
Iê viva zumbi
Iê viva zumbi, camará
Iê viva palmares
Iê viva palmares, camará
Iê a escravidão
Iê a escravidão, camará
Iê a liberdade
Iê a liberdade, camará
Iê a capoeira
Iê a capoeira, camará
Vamos ir, simbora
Iê vamos embora, camará
A barra a fora
Iê a barra a fora, camará
Quilombo dos Palmares
Iê
El quilombo de los palmares
Fue el quilombo de los palmares
El más grande de la esclavitud
El negro escapaba de la senzala
Para esconderse allí
Y no se puede entender
Por qué tanta cobardía
El negro trabajaba tanto
Día y noche, noche y día
Fue en esta gran amargura
Que los negros se reunían
Crearon la capoeira
Y con ella se defendían
Pero el tiempo pasó
Y el arte evolucionó
Aparecieron los grandes maestros
Como seu bimba y seu pastinha
Un maestro jugaba angola y el otro la regional
Tú que te dices capoeira
Pero no tienes historia que contar
Historias como esta, que traje en mi cantar
Herencia de la raza negra que juré cultivar, camarada
Iê viva mi Dios
Iê viva mi Dios, camarada
Iê viva zumbi
Iê viva zumbi, camarada
Iê viva palmares
Iê viva palmares, camarada
Iê la esclavitud
Iê la esclavitud, camarada
Iê la libertad
Iê la libertad, camarada
Iê la capoeira
Iê la capoeira, camarada
Vamos, vámonos
Iê vamos embora, camarada
La barra afuera
Iê la barra afuera, camarada