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In the Time of Captivity

Mestre Toni Vargas

No Tempo do Cativeiro (part. Boca Rica)

(Ei)

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Ai, meu Deus, como a pancada doía

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Ai, meu Deus, como a pancada doía

Trabalhava na lavoura
No açúcar, no sisal
Nego era chicoteado
No velho tronco de pau

Quando cheguei na Bahia
A capoeira me libertou
E até hoje ainda me lembro
Das ordens do meu senhor

Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Ai, meu Deus, como a pancada doía (vai)

(No tempo do cativeiro)
(Quando o senhor me batia)
(Eu rezava pra Nossa Senhora)
(Ai, meu Deus, como a pancada doía)

Trabalhava na lavoura
No açúcar, no sisal
Nego era chicoteado
No velho tronco de pau

Quando cheguei na Bahia
A capoeira me libertou
E até hoje ainda me lembro
Das ordens do meu senhor

Trabalha, nego, nego, trabalha, ai
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Ai, trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Ai, meu Deus, como a pancada doía (vai)

(No tempo do cativeiro)
(Quando o senhor me batia)
(Eu rezava pra Nossa Senhora)
(Ai, meu Deus, como a pancada doía)

Trabalhava na lavoura
No açúcar, no sisal
Nego era chicoteado
No velho tronco de pau

Quando cheguei na Bahia
A capoeira me libertou
E até hoje ainda me lembro
Das ordens do meu senhor

Trabalha, nego, nego, trabalha (vai)
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Trabalha, nego, nego, trabalha
(Trabalha, nego, pra não apanhar)

In the Time of Captivity

In the time of captivity
When the master beat me
I prayed to our lady
My God, how the blow hurt

In the time of captivity
When the lord beat me
I prayed to our lady
My God, how the blow hurt

I worked in the fields
In the sugar cane in the ash
The slave was whipped
On the old wooden trunk

When I arrived in Bahia
Capoeira set me free
And even today I still remember
The orders of my master

Work, slave
Slave works

Work, slave
So as not to be beaten

Work, slave
Slave works

Work, slave
So as not to be beaten

Escrita por: Boca Rica / Mestre Toni Vargas