Carta Póstuma
Tá chovendo aqui fora
E a chuva tenta me molhar
Mas ela tenta em vão
E eu não tô sentindo o vento frio
Que chacoalhou sua janela
Que bateu o seu portão
E quando você se levantou
Às 3 da madrugada
Talvez pudesse ouvir
Minha alma vagando no nada
Perdi a noção dos dias
Já não sei mais onde eu estou
E nem pelo o que eu sofria
Mas sabia
Que o mal que me aplacou
Não tem cura nem remédio
É o eterno fim da dor
E quando você se levantou
Às 3 da madrugada
Como se pudesse ver
O meu corpo jogado na estrada
Carta Póstuma
Está lloviendo afuera
Y la lluvia intenta mojarme
Pero intenta en vano
Y no siento el viento frío
Que sacudió tu ventana
Que golpeó tu portón
Y cuando te levantaste
A las 3 de la madrugada
Quizás pudieras escuchar
Mi alma vagando en la nada
He perdido la noción de los días
Ya no sé dónde estoy
Ni por qué sufría
Pero sabía
Que el mal que me consumió
No tiene cura ni remedio
Es el eterno fin del dolor
Y cuando te levantaste
A las 3 de la madrugada
Como si pudieras ver
Mi cuerpo tirado en la carretera
Escrita por: Michel Martins