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Resaca

Michel Morais

Ressaca

Para undera-ba-ra-dá underaba-ra-dá
Undera-ba-undera-bera-dá
Undera-ba-ra-dá underaba-ra-dá
Undera-ba-undera-dera

Tudo que não presta
O mar joga pra fora
Tudo que não presta
O mar joga pra fora

Ando na areia e penso nas coisas que eu tenho que jogar
Pra fora do meu mar
Ressaca de dois lados
Uma traz a outra leva
Traz a vontade de acreditar
E a preguiça em ter que aceitar
Não aceito o sim ressentido com o não

Compactuando com o status que ganhei com a gravata
Lugar de gente feia de gente bonita
Desde quando a vida passou a ser rotulada?
A cabeça ta pesada
Eu acordei com a náusea do ter
Mas a natureza é sabia trouxe na ressaca

A verdade do ser
Na praia amontoados lado a lado
Latinhas, garrafas de champagne
Ontem contrastes, separados
Hoje lixo aos olhos de nossa mãe

Se te falta lucidez
Pode crer que a verdade nunca sobra
Pois tudo que não presta
O mar joga pra fora

Resaca

A undera-ba-ra-dá underaba-ra-dá
Undera-ba-undera-bera-dah
Undera-ba-ra-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-da-dah
Undera-ba-undera-dera

Todo lo que apesta
El mar arroja
Todo lo que apesta
El mar arroja

Camino en la arena y pienso en las cosas que tengo que jugar
Fuera de mi mar
Resaca de dos caras
Uno trae las otras pistas
Trae la voluntad de creer
Y la pereza de tener que aceptar
No acepto el resentido sí a no

Compactando con el estado que gané con la corbata
Lugar de gente fea de gente hermosa
¿Desde cuándo se etiquetó la vida?
La cabeza es pesada
Me desperté con las náuseas de tener
Pero la naturaleza se sabe trajo en la resaca

La verdad del ser
En la playa acurrucado lado a lado
Latas, botellas de champán
Ayer contrastes, separados
Hoy basura en los ojos de nuestra madre

Si te falta lucidez
Créeme, la verdad nunca permanece
Para todo lo que apesta
El mar arroja

Escrita por: Michel Morais