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¿Qué hago mañana?

Miguel Perez

O Que Eu Faço Amanhã

De repente você vem dizer
Que não sente mais nada
Que o sonho acabou
E que já não dá mais pra ficar

Você fala de amor feito um jogo
De cartas marcadas
Como roupa surrada
Que a gente se cansa de usar

De repente você já nem vê
O que faz mais sentido
E me joga na cara palavras
Que fazem doer demais
Bate a porta e me deixa assim
Sem saber o que faço de mim
Sem saber o que eu digo pra mim
Se você me deixar

Que é que eu faço amanhã
Quando eu me levantar
E não ter mais teu corpo pra me aconchegar
Não sentir teus abraços
Querendo apertar o que sempre foi teu

Que é que eu digo à saudade
Quando ela chegar
E o desejo na boca querendo beijar
Que é que eu faço pra me acostumar a viver sem você

Que é que eu faço amanhã
Quando eu me levantar
E não ter mais teu corpo pra me aconchegar
Não sentir teus abraços
Querendo apertar o que sempre foi teu

Que é que eu digo à saudade
Quando ela chegar
E o desejo na boca querendo beijar
Que é que eu faço pra me acostumar a viver sem você

De repente é mais uma vez que você me procura
Eu nem acredito
Esse tipo de amor qualquer dia me leva à loucura
Eu já não duvido

Eu já não sei se o que eu fiz
Foi pior do que você me fez
As palavras doeram tão fundo
Que eu disse pra mim
É a última vez

Mas teu corpo, teu cheiro, teu gosto
Têm qualquer mistério
Que mexe comigo
Você chega
Me pega assim de um jeito
Me tira do sério
Parece um castigo

Hoje eu digo que não volto mais
E amanhã ou depois, eu aposto
Se eu não te procurar
Você vem me buscar
E o pior é que eu gosto

Não dá, você não vai mudar
E, se eu me aborreço
Não sei segurar
Sei lá se é você ou sou eu
Só que um sem outro
Não pode ficar

Hoje eu digo que não volto mais
E amanhã ou depois, eu aposto
Se eu não te procurar
Você vem me buscar
E o pior é que eu gosto

Hoje eu digo que não volto mais
E amanhã ou depois, eu aposto
Se eu não te procurar
Você vem me buscar
E o pior é que eu gosto

¿Qué hago mañana?

De repente vienes a decir
Que ya no sientes nada
Que el sueño se acabó
Y que ya no se puede seguir

Hablas de amor como si fuera un juego
De cartas marcadas
Como ropa desgastada
Que uno se cansa de usar

De repente ya ni siquiera ves
Lo que tiene más sentido
Y me lanzas palabras
Que duelen demasiado
Cierras la puerta y me dejas así
Sin saber qué hacer conmigo
Sin saber qué decirme a mí mismo
Si me dejas

¿Qué hago mañana?
Cuando me levante
Y ya no tenga tu cuerpo para abrazar
No sentir tus abrazos
Queriendo apretar lo que siempre fue tuyo

¿Qué le digo a la nostalgia
Cuando llegue
Y el deseo en la boca quiera besar
¿Qué hago para acostumbrarme a vivir sin ti?

¿Qué hago mañana?
Cuando me levante
Y ya no tenga tu cuerpo para abrazar
No sentir tus abrazos
Queriendo apretar lo que siempre fue tuyo

¿Qué le digo a la nostalgia
Cuando llegue
Y el deseo en la boca quiera besar
¿Qué hago para acostumbrarme a vivir sin ti?

De repente es una vez más que me buscas
Ni lo puedo creer
Este tipo de amor algún día me llevará a la locura
Ya no lo dudo

Ya no sé si lo que hice
Fue peor que lo que me hiciste
Las palabras dolieron tan profundo
Que me dije a mí mismo
Es la última vez

Pero tu cuerpo, tu aroma, tu sabor
Tienen algún misterio
Que me afecta
Llegas
Me agarras de una manera
Me sacas de quicio
Parece un castigo

Hoy digo que no volveré más
Y mañana o pasado, apuesto
Si no te busco
Vendrás a buscarme
Y lo peor es que me gusta

No, tú no cambiarás
Y, si me molesto
No sé contenerme
No sé si eres tú o soy yo
Pero uno sin el otro
No puede quedarse

Hoy digo que no volveré más
Y mañana o pasado, apuesto
Si no te busco
Vendrás a buscarme
Y lo peor es que me gusta

Hoy digo que no volveré más
Y mañana o pasado, apuesto
Si no te busco
Vendrás a buscarme
Y lo peor es que me gusta

Escrita por: Jose Augusto, Mihail Plopschi