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Juego de Damas

Milton Carlos

Jogo de Damas

Eu sei da sua vida e do seu passado
De um tempo perdido, irrecuperado
Eu sei da poeira
De todos os seus passos
Das suas trapaças, dos seus abraços

Eu sei da sua fama e dos seus amores
Das suas proezas
Dos seus dissabores
Da cor da sua roupa
Do seu pouco valor
Você nessa vida foi só desamor

Dama, hoje alguém que te engana
Te veste de santa
Não sabe porque
Te pisam, te xingam
Ignoram a mulher
Não sabem que a dama
Existiu outro dia
Hoje a dama não passa
De pedra perdida

Te veste de santa
Não sabe porque
Te pisam, te xingam
Ignoram a mulher
Não sabem que a dama
Existiu outro dia
Hoje é pedra perdida
De um jogo qualquer

Conheço as paredes
Que guardavam segredos
E ações que por si
Não cobriam seus medos
A sua missão, as suas vontades
Razões que confirmam
As duras verdades

Eu sei hoje em dia da sua vergonha
De olhar quem te olha
Responder quem te chama
Pra quem te conhece você é vulgar
Pra quem nunca te viu
Hoje quer te amar

Juego de Damas

Sé de tu vida y de tu pasado
De tiempo perdido y no recuperado
sé sobre el polvo
De todos tus pasos
De tus trampas, de tus abrazos

Sé de tu fama y de tus amores
De tus hazañas
De tus problemas
El color de tu ropa
De tu poco valor
Tu en esta vida solo fuiste desamor

Señora hoy alguien la engaña
vestirse como un santo
No sé por qué
Te pisan, te maldicen
ignorar a la mujer
No saben que la señora
hubo otro dia
Hoy la señora no pasa
de piedra perdida

vestirse como un santo
No sé por qué
Te pisan, te maldicen
ignorar a la mujer
No saben que la señora
hubo otro dia
Hoy es una piedra perdida
De cualquier juego

conozco las paredes
quien guardo secretos
Y acciones que en sí mismas
No ocultaron sus miedos
Tu misión, tus deseos
Razones que lo confirman
las duras verdades

Sé hoy de tu vergüenza
Para mirar quien te mira
Responde quien te llama
Para los que te conocen eres vulgar
Para aquellos que nunca te han visto
hoy quiero amarte

Escrita por: Isolda / Milton Carlos