Dona Olímpia
Vai e não esquece de chorar
Vê se não esquece de mentir
Dizer até manhã
E não regressar mais
Vê se não esquece de sumir
É ficou assim, caiu no ar
É passou assim, não quer passar
Não pára de doer
E não vai parar mais
Nem de vez em quando vai sarar
Me xinga me deixa me cega
Mas vê se não esquece de voltar
Tentar compreender
Quase não falar mais
E nem ser preciso perdoar
Me xinga me deixa me cega
Mas vê
Doña Olimpia
Ve y no te olvides de llorar
Asegúrate de no olvidar mentir
Di hasta la mañana
Y no vuelvas más
Asegúrate de no olvidar desaparecer
Se puso así, cayó en el aire
Se ha pasado así, no quieres pasar
No deja de doler
Y ya no se detendrá
Ni de vez en cuando curará
Me maldices, me haces ciego
Pero asegúrate de no olvidarte de volver
Trata de entender
Casi no hablamos más
Y no hay necesidad de perdonar
Me maldices, me haces ciego
Pero mira
Escrita por: Ronaldo Bastos / Toninho Horta