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Caxangá

Milton Nascimento

Caxangá

Sempre no coração, haja o que houver
A fome de um dia poder
Morder a carne desta mulher

Veja bem meu patrão como pode ser bom
Você trabalharia no sol
E eu tomando banho de mar
Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem

Eu vivo de brigar contra o rei
Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo
Conta o que tem pra contar
Casos e desejos, coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar

Quem não é sincero sai da brincadeira correndo
Pois pode se queimar
Saio do trabalho, ei
Volto para casa, ei
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor

Caxangá

Toujours dans le cœur, quoi qu'il arrive
L'envie un jour de pouvoir
Mordre la chair de cette femme

Regarde bien mon patron comme ça peut être bon
Tu travaillerais au soleil
Et moi je me baigne dans la mer
Je lutte pour vivre, je vis pour mourir
Tant que ma mort n'arrive pas

Je vis à me battre contre le roi
Autour du feu tout le monde se livre
Raconte ce que tu as à raconter
Histoires et désirs, choses de cette vie et de l'autre
Mais rien de trop flippant

Celui qui n'est pas sincère s'en va en courant
Car il pourrait se brûler
Je sors du boulot, hey
Je rentre chez moi, hey
Je ne me souviens pas d'une plus grande fatigue
Dans tout c'est la même sueur

Escrita por: Fernando Brant, Milton Nascimento