Os Povos
Na beira do mundo
Portão de ferro, aldeia morta, multidão
Meu povo, meu povo
Não quis saber do que é novo, nunca mais
Ê, minha cidade
Aldeia morta, anel de ouro, meu amor
Na beira da vida
A gente torna a se encontrar só
Casa iluminada
Portão de ferro, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou passeando, passeando e morrer
Perto de seus olhos
Anel de ouro, aniversário, meu amor
Em minha cidade
A gente aprende a viver só
Ah, um dia, qualquer dia de calor
É sempre mais um dia de lembrar
A cordilheira de sonhos que a noite apagou
Ê, minha cidade
Portão de ouro, aldeia morta, solidão
Meu povo, meu povo
Aldeia morta, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou caminhando, caminhando e morrer
Dentro de seus braços
A gente aprende a morrer só
Meu povo, meu povo
Pela cidade a viver só
Les Peuples
Au bord du monde
Porte en fer, village mort, foule
Mon peuple, mon peuple
N'a jamais voulu savoir ce qui est nouveau, plus jamais
Eh, ma ville
Village mort, anneau d'or, mon amour
Au bord de la vie
On se retrouve encore seul
Maison illuminée
Porte en fer, cadenas, cœur
Et moi reconquis
Je me promène, me promène et je meurs
Près de tes yeux
Anneau d'or, anniversaire, mon amour
Dans ma ville
On apprend à vivre seul
Ah, un jour, n'importe quel jour de chaleur
C'est toujours un jour de plus à se souvenir
La cordillère de rêves que la nuit a effacée
Eh, ma ville
Porte en or, village mort, solitude
Mon peuple, mon peuple
Village mort, cadenas, cœur
Et moi reconquis
Je marche, je marche et je meurs
Dans tes bras
On apprend à mourir seul
Mon peuple, mon peuple
À vivre seul dans la ville
Escrita por: Marcio Borges, Milton Nascimento