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Lace Web

Milton Nascimento

Teia de Renda

De mil canteiros de ilusões
Brotam desejos que já vivi
Já conversados, já tão sentidos
Campos de força, tempos atrás

Em meu destino o que restou
Marca profunda de muito amor
Tão procurada, iluminda
Essa loucura que me abraçou

O que se deu, que se trocou
Quanta verdade a se entrelaçar
Que se sofreu, o que se andou
Quase ninguém nos acompanhou

O que me cerca, onde hoje estou
Numa saudade sem tempo e fim
Acomodada, gente parada
Teia de renda que me cercou

Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz
A vida é hoje, o sol é sempre
Se já conheço eu quero é mais

O que se andar, o que crescer
Se já conheço eu quero é mais

Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz
A vida é hoje, o sol é sempre
Se já conheço eu quero é mais

O que se andar, o que crescer
Se já conheço eu quero é mais

Lace Web

From a thousand flowerbeds of illusions
Desires sprout that I have already lived
Already discussed, already so felt
Fields of force, times ago

In my destiny what remains
Deep mark of much love
So sought after, enlightened
This madness that embraced me

What happened, what was exchanged
How much truth intertwining
What was suffered, what was walked
Almost no one accompanied us

What surrounds me, where I am today
In a timeless and endless longing
Accommodated, people standing still
Lace web that surrounded me

I don't accept what is done
Denying the light pretending it's peace
Life is today, the sun is always
If I already know, I want more

What to walk, what to grow
If I already know, I want more

I don't accept what is done
Denying the light pretending it's peace
Life is today, the sun is always
If I already know, I want more

What to walk, what to grow
If I already know, I want more

Escrita por: Túlio Mourão / Milton Nascimento