Teia de Renda
De mil canteiros de ilusões
Brotam desejos que já vivi
Já conversados, já tão sentidos
Campos de força, tempos atrás
Em meu destino o que restou
Marca profunda de muito amor
Tão procurada, iluminda
Essa loucura que me abraçou
O que se deu, que se trocou
Quanta verdade a se entrelaçar
Que se sofreu, o que se andou
Quase ninguém nos acompanhou
O que me cerca, onde hoje estou
Numa saudade sem tempo e fim
Acomodada, gente parada
Teia de renda que me cercou
Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz
A vida é hoje, o sol é sempre
Se já conheço eu quero é mais
O que se andar, o que crescer
Se já conheço eu quero é mais
Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz
A vida é hoje, o sol é sempre
Se já conheço eu quero é mais
O que se andar, o que crescer
Se já conheço eu quero é mais
Teia de Renda
De mil jardines de ilusiones
Brotan deseos que ya viví
Ya conversados, ya tan sentidos
Campos de fuerza, tiempos atrás
En mi destino lo que quedó
Marca profunda de mucho amor
Tan buscada, iluminada
Esta locura que me abrazó
Lo que sucedió, lo que se intercambió
Cuánta verdad entrelazada
Lo que se sufrió, lo que se anduvo
Casi nadie nos acompañó
Lo que me rodea, donde hoy estoy
En una nostalgia sin tiempo y fin
Acomodada, gente parada
Teia de renda que me cercó
No acepto lo que se hace
Negar la luz fingiendo que es paz
La vida es hoy, el sol es siempre
Si ya conozco, quiero más
Lo que se ande, lo que crezca
Si ya conozco, quiero más
No acepto lo que se hace
Negar la luz fingiendo que es paz
La vida es hoy, el sol es siempre
Si ya conozco, quiero más
Lo que se ande, lo que crezca
Si ya conozco, quiero más
Escrita por: Túlio Mourão / Milton Nascimento