395px

Primero de mayo

Milton Nascimento

Primeiro de Maio (part. Chico Buarque)

Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas

Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu

Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã

Primero de mayo

Hoy la ciudad está quieta
Y se apresura a caminar
Para despertar a su novia allí
Y está sonriendo, está afligido
Para mostrar, lleno de ti
Que hoy es dueño de tus manos
Y las herramientas

Cuando la sirena no silba
Se despierta más bonita
Tu piel es tu guepardo, tu fuston
Y, bueno o malo, es tu terciopelo
Es el tafetán que Dios te dio
Y bendito es el fruto del sudor
Del trabajo que es sólo tuyo

Hoy consagrarán
Todo el día para amarte a ti mismo tanto
Él, el artesano
Haz dentro de ella tu taller
Y ella, la tejedora
Usted estará girando en los tejidos de su útero
El hombre del mañana

Escrita por: Chico Buarque / Milton Nascimento