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Dos Nosotros Que Somos Nosotros

Milton Sica

Dos Nós Que Somos Nós

Incontáveis poesias cantadas
Que saíram do amor à procura
Foram tantas metáforas tentadas
E não o viram em uma simples costura

Eu, agulha afiada
Rompo e penetro, abro caminhos
Tu, linha delicada
Escreves nossa história sem desalinhos

Força bruta é minha habilidade
Foi assim que fui criado
Tu és pura sensibilidade
Que me arrebatou apaixonado

Agulha sem linha
É caneta sem tinta
Muita força sem virtude
Um pincel que nada pinta

A linha sem agulha
Talento que se extravia
É orquestra sem maestro
À espera de seu guia

Trajetórias com doçuras costuradas
Arrematadas em sólidos nós
Tecido de maciez refinada
Formando o que somos nós

Dos Nosotros Que Somos Nosotros

Incontables poesías cantadas
Que salieron del amor en búsqueda
Fueron tantas metáforas intentadas
Y no lo vieron en una simple costura

Yo, aguja afilada
Rompo y penetro, abro caminos
Tú, hilo delicado
Escribes nuestra historia sin desalineamientos

Fuerza bruta es mi habilidad
Así fui criado
Tú eres pura sensibilidad
Que me arrebató apasionado

Aguja sin hilo
Es como pluma sin tinta
Mucha fuerza sin virtud
Un pincel que nada pinta

El hilo sin aguja
Talento que se extravía
Es orquesta sin director
Esperando a su guía

Trayectorias con dulzuras cosidas
Rematadas en sólidos nudos
Tela de suavidad refinada
Formando lo que somos nosotros

Escrita por: MIlton Sica Magalhães / BRUNO SELIGMAN DE MENEZES