Dos Nós Que Somos Nós
Incontáveis poesias cantadas
Que saíram do amor à procura
Foram tantas metáforas tentadas
E não o viram em uma simples costura
Eu, agulha afiada
Rompo e penetro, abro caminhos
Tu, linha delicada
Escreves nossa história sem desalinhos
Força bruta é minha habilidade
Foi assim que fui criado
Tu és pura sensibilidade
Que me arrebatou apaixonado
Agulha sem linha
É caneta sem tinta
Muita força sem virtude
Um pincel que nada pinta
A linha sem agulha
Talento que se extravia
É orquestra sem maestro
À espera de seu guia
Trajetórias com doçuras costuradas
Arrematadas em sólidos nós
Tecido de maciez refinada
Formando o que somos nós
Dos Nosotros Que Somos Nosotros
Incontables poesías cantadas
Que salieron del amor en búsqueda
Fueron tantas metáforas intentadas
Y no lo vieron en una simple costura
Yo, aguja afilada
Rompo y penetro, abro caminos
Tú, hilo delicado
Escribes nuestra historia sin desalineamientos
Fuerza bruta es mi habilidad
Así fui criado
Tú eres pura sensibilidad
Que me arrebató apasionado
Aguja sin hilo
Es como pluma sin tinta
Mucha fuerza sin virtud
Un pincel que nada pinta
El hilo sin aguja
Talento que se extravía
Es orquesta sin director
Esperando a su guía
Trayectorias con dulzuras cosidas
Rematadas en sólidos nudos
Tela de suavidad refinada
Formando lo que somos nosotros
Escrita por: MIlton Sica Magalhães / BRUNO SELIGMAN DE MENEZES