Das ruínas do ser, na quebra do elo
O homem se esvai em dor e fragmento
Mas a cura não reside em mero zelo
É ato de Deus, supremo religamento
Não há alma que voe sem o corpo que pisa
Nem carne que viva sem o sopro de luz
O ser é um todo onde o Espírito avisa
A harmonia da vida é o padrão que conduz
A mente é o templo, o santo lugar
Onde a fé se converte em sangue e vigor
Louvor é o tônico, a paz é o respirar
Que extingue a culpa e cura a dor
O toque do Céu não se perde em dogmas vãos
Mas desce à miséria, ao leito, à ferida
O amor que restaura é o mover de mãos
Que curvam-se ao chão pra erguer outra vida
No ar que se respira, na luz da manhã
Na água que limpa, no calmo repouso
A graça se molda em lei soberana
Nos ritmos da Terra, no gesto amoroso
A mente é o templo, o santo lugar
Onde a fé se converte em sangue e vigor
Louvor é o tônico, a paz é o respirar
Que extingue a culpa e cura a dor
Viver com plenitude não é busca de si
Nem o mero conforto de um dia mais longo
É ser canal fluido do Céu por aqui
Restaurando no mundo o que o mal fez escombro