Julgam com olhos que a luz não alcança
Mas há um juiz que conhece a criança
Oh-oh-oh
Erguem-se vozes, de arestas cortantes
Talham meu ser com réguas falhantes
Medem meu passo, chamam de queda
O que é só o barro que o oleiro enreda
Veem a casca, o avesso, o espinho
Mas ignoram o milagre no meu caminho
Mas no silêncio que foge ao seu som
Uma voz mais funda declara quem sou
Oh, quem sou
Eu sei os planos, brada o eterno
Planos de paz, não de desespero
Eu sei os planos, clama o infinito
Futuro e esperança é o que eu te afirmo
Julgam os homens, mas cegos estão
Só Deus vê o fim, o começo, o chão
Sentenciam meu hoje pelo ontem que chorei
Esquecem que o tempo é um rio que não veem
Mas a seiva corre onde o solo é profundo
Deus não me descarta, ele refaz o mundo
Erro é, pra eles, fugir da moldura
Pra Deus, é o arco que sustenta a ruptura
E no silêncio que abafa o juiz
Ecoa a promessa que me fez feliz
Me fez feliz
E eu sei os planos (eu sei, senhor)
Planos de paz (paz e esplendor)
Não de ruína (vida divina)
Futuro e esperança, é o que eu te afirmo
Julgam os homens, mas cegos estão
Só Deus vê o fim, o começo, o chão
Como pode o finito julgar minha estrada?
Se o mapa completo só cabe em quem não erra
Condenam-me à sombra, mas a madrugada
Já foi lavrada no ventre da terra
Ninguém vê a flecha sem antes o arco
Ninguém vê o dom sem sentir o estrago
Mas teu plano é maior que a minha luta
Tua glória se faz na minha conduta
Eu sei os planos, brada o eterno
Planos de paz, não de desespero
Eu sei os planos, clama o infinito
Futuro e esperança é o que eu te afirmo
Julgam os homens, mas cegos estão
Só Deus vê o fim, o começo, o chão
Só Deus vê o fim, só Deus vê o fim, só Deus vê o fim
Só Deus vê o chão
Jeremias, vinte e nove, onze
Planos de paz
Amém, oh-oh, amém