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Ninguém Esquece Tancredo

Moacir Laurentino e Sebastião da silva

Em abril de 85 o Brasil entristeceu
Tancredo de Almeida Neves há vinte e um faleceu
Quem plantou tanta esperança, sem esperança morreu

De repente adoeceu na véspera do grande dia
Que havia de tomar posse como o povo pretendia
Soprou o vento da morte na luz da democracia

21 o triste dia de mágoas e desesperos
Que se ouviu de Tancredo os gemidos derradeiros
Deixando eterna saudade nas almas dos brasileiros

Quando o líder dos mineiros tombou na hora fatal
Se ouviu as notas sonoras do hino nacional
Evolvendo os brasileiros numa tristeza geral

Em frente ao hospital todo o povo apreensivo
Chorava fazia prece devido o grande motivo
Esgotando as esperanças de avistar Tancredo vivo

A morte monstro nocivo levou quem foi bravo e forte
Que passou dias amargos, pelejando contra a morte
Mas de ver-lo governado o Brasil não teve sorte

Deste tão profundo corte ninguém esquece um minuto
Nossa bandeira parece que ainda tem cor de luto
E pedimos a Deus que ajude ao seu substituto

Só a solidão do luto, tristeza na roupa preta
Palavras dos seus discursos, e seu nome em todo planeta
São lembranças que não morre na alma de Risoleta

São João Del Rei a gaveta que guarda sua memória
Morreu por amor a pátria partiu conduzindo a glória
Mas os brasileiros justos hão de contar sua história

Sua limpa trajetória os seus sentimentos puro
Igual ao de Tiradentes no seu final prematuro
Serão exemplos de horrás pras gerações do futuro

Sofreu este golpe duro da cruel fatalidade
Só morre feliz quem morre por amor a liberdade
Quando não colhe na terra colhe na eternidade

Deus salve a esta trindade de homens inteligentes
O Brasil pode esquecer outros nomes diferentes
Só não esquece Tancredo Juscelino e Tiradentes

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