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Buenos días campesino

Mococa e Moraci

Bom Dia Roceiro

Bom dia roceiro, meu bom companheiro
Braço direito da minha nação
Aonde você vive eu também estive
Igual a você tive calo na mão

Hoje a viola é o meu sustento
Nos versos que canto eu falo de lá
E tenho saudade da velha palhoça
Do pasto e da roça e do cafezal

A minha infância foi bela e foi linda
Guardo ainda brinquedos que usei
Lá no terreiro juntinho a varanda
Na casa de barro aonde eu morei

Guardei com saudade o carrinho de rodas
Pião e a cordinha que tanto rodei
Rodei o engenho e suas moendas
Quisera lembrar quantas voltas eu dei

O destino quis que eu viesse à cidade
Fortunas enormes aqui encontrei
A felicidade ficou tão distante
Na liberdade que lá eu deixei

A saudade é grande dentro do meu peito
Já não acho jeito de viver aqui
Vou voltar pra roça e vou morar no rancho
Abrigo querido aonde nasci

Buenos días campesino

Buenos días campesino, mi buen compañero
Brazo derecho de mi nación
Donde tú vives, yo también estuve
Igual que tú, tuve callos en las manos

Hoy la guitarra es mi sustento
En los versos que canto hablo de allá
Y extraño la vieja choza
Del pasto y del campo y del cafetal

Mi infancia fue hermosa y fue linda
Aún guardo los juguetes que usé
Allá en el patio junto al corredor
En la casa de barro donde viví

Guardé con nostalgia el carrito de ruedas
Trompo y la cuerda que tanto hice girar
Giré la prensa y sus molinos
Quisiera recordar cuántas vueltas di

El destino quiso que viniera a la ciudad
Fortunas enormes encontré aquí
La felicidad quedó tan lejos
En la libertad que allá dejé

La nostalgia es grande dentro de mi pecho
Ya no encuentro manera de vivir aquí
Voy a volver al campo y vivir en el rancho
Refugio querido donde nací

Escrita por: Itapuã / Tupy