Domador de Invernada
Que se largue uma manada
Deste brete em disparada
O mais xucro do rodeio
Não me assusta na empreitada
As roseta preparada
Pra amansar num corcoveio
Monto em qualquer tempo feio
Crioulo venta rasgada
Sorta esta eguada persistente em corcoveada
Acostumada a derrubar qualquer peão
Por trinta conto eu domo todo rodeio
Quebro queixo e corcoveio
E largo troteando ao patrão
Sou domador de invernada
Tenho a vida calejada
Minha veste é meus arreio
E um relho pra gineteada
Da vida não quero nada
Só domas e pó da estrada
Vez em quando um mate quente
Canha boa e carne assada
Domador de Invernada
Que se suelte una manada
De este corral a toda prisa
El más salvaje del rodeo
No me asusta en la movida
Las riendas preparadas
Para domar en un rebote
Monto en cualquier clima feo
Criollo con viento rasgado
Suelta esta yegua persistente en rebote
Acostumbrada a derribar cualquier vaquero
Por treinta pesos yo domo todo rodeo
Rompo quijadas y reboteo
Y me voy trotando al patrón
Soy domador de invernada
Tengo la vida curtida
Mi ropa son mis arreos
Y un lazo para la jineteada
De la vida no quiero nada
Solo domas y polvo de la ruta
De vez en cuando un mate caliente
Buena caña y carne asada
Escrita por: Régis Marques, Felipe Mello