Monna B, onde tá o hip-hop
Fala pra mim onde que tá o hip-hop
Hip-hop
Hip-hop
Me dá receita pra eu largar da Glock
Hip-hop é muito lindo, mas os rappers não
Se tu é dissidente, não vão pegar na sua mão
Vão chamar de mimimi, rimas sobre sua vivência
É ofensa eu permanecer com a minha respiração
Eu respiro a ação, me alimento de ritos
Ideologias me guiam, minha rima é sobre o que eu vivo
Agressores vão e voltam dessa cena igual o vento
Polícia mata, mas o problema do puto é comigo
Rappers que apoiam o mito
Ou que executam racismo
Vadias brancas malucas
Síndrome do pioneirismo
Pedofilia aqui tem, atrás de um rapper de bem
Quem bate em gestante também
Mas se arrependeu disso
Volta e faz sua track
Usurpa o Hip-hop
Mete o louco
Incel cresce os zói
Vagabundo, não tente comigo
Você corre perigo a rua ainda é noiz
Monna B, onde está o hip-hop
Fala pra mim onde que tá o hip-hop
Hip-hop
Hip-hop
Me dá receita pra eu largar da Glock
Se você tá no Guetto, e tua pele é não branca
Existe um limite, onde o nosso corre alcança
Pau e pussy não protege, da polícia covarde
Nem da fome, ou dos abusos, ou a falta de esperança
Você Hypa, e lucra se tiver um contatim
Gravadoras decidem quem pode existir
Sempre cadeiras limitadas no trono da ascensão
Nessas vagas nunca coube pessoas iguais a mim
Eu reparo a indústria comandada entre brancos
Te dando impressão que tu merece estar reinando
Fast Food do rap
Alimento mental que fede
E não alimenta
Você vende mas seu patrão sai lucrando
Nas preta de gueto que tá o hip-hop
Correndo pro filho não ser vilão, mas herói
Nas travas que ainda sobrevivem nas ruas
Não nessas perucas falsas tentando imitar nois
Nem nos playboys que mixa rap com pop
O que cê faz pra rua que é hip-hop?
Dê paz ao guetto, alimente essas barrigas
Crie oportunidades
Reveja seus heróis
Hype de plástico
Não alimenta o gueto
Diz que é da favela
Mas não levanta um preto
Enche os meus pratos
Me dá um emprego
Cuide das minhas crianças
Tirem essa dor do meu peito