Monomotor
Te telegrafei de um avião monomotor
Que como eu era um só
Meu: era amor.
Sob um céu azul rasgado, iluminado, quase vago
Eu vi você, e era azul.
De repente perco a forma e tudo enrola
Vejo o rosto teu e a vista se desdobra
Sei por um segundo surdo
- que calada -
E um sussurro ao pé do mundo:
"tudo bem?"
Já não dá mais pra ver quem vem
Eu vim com o vento e fui além
De onde tudo quis ficar
Pois quem não vem, não vai.
Monomotor
Te envié un telegrama desde un avión monomotor
Que al igual que yo era uno solo
Mi: era amor.
Bajo un cielo azul rasgado, iluminado, casi vacío
Te vi, y era azul.
De repente pierdo la forma y todo se enreda
Veo tu rostro y la vista se despliega
Sé por un segundo sordo
- que callada -
Y un susurro al pie del mundo:
'¿todo bien?'
Ya no puedo ver quién viene
Vine con el viento y fui más allá
De donde todo quería quedarse
Porque quien no viene, no va.
Escrita por: Guilherme Lopes / Leonardo Tocafundo