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Ciano, Ruína Azul

Montauk

Ciano, Ruína Azul

Ver você pintando esse lugar
Escurecendo os textos e tirando o que não vai faltar
Sem saudade de viver
Mudando o rádio, trocando a página pra ler

Vai sem porquê
E você nem vai saber

Mudar de lugar, abrir para olhar
Curar o que se não tem remédio?
Queria falar, me levantar
Pra só saber como é seu nome
Em outros olhos te encontrar
Mesmo virando as costas posso te enxergar
Nas cores de um porta retrato seu

São poetas soltos em balões, queimando seus olhos pra viver
Tirando do chão as pistas
Se não fui feliz então me lembra de sorrir
Já chega, deixei minhas tralhas na mesa

Ciano, Ruína Azul

Verte pintando este lugar
Oscureciendo los textos y quitando lo que no va a faltar
Sin nostalgia por vivir
Cambiando la radio, cambiando la página para leer

Ve sin razón
Y ni siquiera lo sabrás

Cambiar de lugar, abrir para mirar
¿Curar lo que no tiene remedio?
Quería hablar, levantarme
Solo para saber cómo es tu nombre
En otros ojos encontrarte
Aunque dé la espalda, puedo verte
En los colores de un retrato tuyo

Son poetas sueltos en globos, quemando sus ojos para vivir
Quitando del suelo las pistas
Si no fui feliz, entonces recuérdame sonreír
Ya basta, dejé mis trastos en la mesa

Escrita por: Fernando Abreu