395px

Cuarentena

Moraes Moreira

Quarentena

Eu temo o coronavirus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida
A nossa fé é vacina
O professor que me ensina
Será minha própria lida

Assombra-me a Pandemia
Que agora domina o mundo
Mas tenho uma garantia
Não sou nenhum vagabundo
Porque todo cidadão
Merece mais atenção
O sentimento é profundo

Eu não queria essa praga
Que não é mais do Egito
Não quero que ela traga
O mal que sempre eu evito
Os males não são eternos
Pois os recursos modernos
Estão aí, acredito

De quem será esse lucro
Ou mesmo a teoria?
Detesto falar de estrupo
Eu gosto é de poesia
Mas creio na consciência
E digo não violência
Toda noite e todo dia

Eu tenho medo do excesso
Que seja em qualquer sentido
Mas também do retrocesso
Que por aí escondido
As vezes é o que notamos
Passar o que já passamos
Jamais será esquecido

Até aceito a Policia
Mas quando muda de letra
E se transforma em milícia
Odeio essa mutreta
Pra combater o que alarma
Só tenho mesmo uma arma
Que é a minha caneta

Com tanta coisa inda cismo
Estão na ordem do dia
Eu digo não ao machismo
Também a misoginia
Tem outros que eu não aceito
É o tal do preconceito
E as sombras da hipocrisia

As coisas já foram postas
Mas prevalecem os reles
Queremos sim ter respostas
Sobre as nossas Marielles
Em meio a um mundo efêmero
Não é só questão de gênero
Nem de homens ou mulheres

O que vale é o ser humano
E sua dignidade
Vivemos num mundo insano
Queremos mais liberdade
Pra que tudo isso mude
Certeza, ninguém se ilude
Não tem tempo, nem idade

Cuarentena

Me temo que el coronavirus
Y celo por mi vida
Pero tengo miedo de los disparos
También una bala perdida
Nuestra fe es la vacuna
El maestro que me enseña
Será mi propio trato

La pandemia me persifica
Quién ahora domina el mundo
Pero tengo una garantía
No soy un vagabundo
Porque cada ciudadano
Merece más atención
El sentimiento es profundo

No quería esta plaga
¿Quién ya no es de Egipto?
No quiero que traiga
El mal que siempre evito
Los males no son eternos
Porque los recursos modernos
Están ahí, creo

¿De quién será esta ganancia?
¿O incluso la teoría?
Odio hablar de struo
Me gusta la poesía
Pero creo en la conciencia
Y yo digo que no hay violencia
Todas las noches y todos los días

Tengo miedo del exceso
Que sea de cualquier manera
Pero también del revés
¿Quién se esconde ahí?
A veces eso es lo que notamos
Pasar por lo que hemos pasado
Nunca se olvidará

Incluso acepto a la policía
Pero cuando cambia la letra
Y se convierte en milicia
Odio este mutreta
Para luchar contra lo que alarmas
Realmente sólo tengo una pistola
Esa es mi pluma

Con tanto de un cisma
Están en la orden del día
Yo digo que no al machismo
También misoginia
Hay otros que no acepto
Es el que trata del prejuicio
Y las sombras de la hipocresía

Las cosas ya se han puesto
Pero los humildes prevalecen
Queremos tener respuestas
Acerca de nuestras Marielles
En medio de un mundo efímero
No es sólo una cuestión de género
No de hombres ni de mujeres

Lo que vale es el ser humano
Y tu dignidad
Vivimos en un mundo loco
Queremos más libertad
Para que todo esto cambie
Claro, nadie está engañado
No hay tiempo, no hay edad

Escrita por: Moraes Moreira