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Recuerdo del Vaquero

Moreno e Moreninho

Lembrança de Boiadeiro

Tirei dinheiro do banco
Pra comprá uma boiada
Comprei um macho picaço
Pra podê cortá estrada
Viajei pra Mato Grosso
Numa noite enluarada
Quando a boiada cansava
Ali fazia pousada

Num rancho de boiadeiro
Já era de madrugada
Os passarinho cantava
No rompê da arvorada
Eu tocava meu berrante
E seguia a caminhada
Na poeira das estrada
Gritando com a boiada

Nasci pra sê boiadeiro
Vivo sempre nas estrada
Durante catorze ano
Levei a vida pesada
Hoje eu moro na cidade
Levo a vida amargurada
Os meus olho enche d’água
Quando eu vejo uma boiada

Pendurei o meu arreio
Minha traia prateada
O meu cavalo picaço
Sortei ele na invernada
Também guardei meu berrante
Lembrança de minha amada
Meu nome ficou gravado
Nas porteira das estrada

Recuerdo del Vaquero

Saqué dinero del banco
Para comprar una manada
Compré un macho bravo
Para poder recorrer caminos
Viajé a Mato Grosso
En una noche de luna llena
Cuando la manada se cansaba
Ahí hacíamos parada

En un rancho de vaquero
Ya era de madrugada
Los pajaritos cantaban
Al romper el alba
Yo tocaba mi berrante
Y seguía la caminata
En el polvo de los caminos
Gritando con la manada

Nací para ser vaquero
Vivo siempre en los caminos
Durante catorce años
Llevé una vida pesada
Hoy vivo en la ciudad
Llevo una vida amargada
Mis ojos se llenan de lágrimas
Cuando veo una manada

Colgué mi arreo
Mi montura plateada
A mi caballo bravo
Lo solté en el potrero
También guardé mi berrante
Recuerdo de mi amada
Mi nombre quedó grabado
En las puertas de los caminos

Escrita por: Moreno